Imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ezekiel_Nuremberg,_1702.jpgHoje tive a compreensão significativa da presença de Deus entre nós. É comum verificarmos o quanto os homens, mulheres e crianças oram, suplicam a Deus em busca de uma resposta a alguma questão que os afligem, que os angustiam, sem falar nas solicitações pela cura das enfermidades, pelos infortúnios de ordem econômica ou familiar.
Quantas vezes inquirimos sobre a questão posta da existência ou não de Deus, tão discutida pelas ideologias, negadas por umas, aceitas por outras.
Como desejamos conhecer Deus, vê-Lo, tocá-Lo, conversar com Ele, solicitar Suas bênçãos, Seus milagres para que transforme nossas vidas, que adentre ao nosso lar.
E quando fazemos tais solicitações, estamos realmente preparados para recebê-Lo?
Ora, sempre parti do pressuposto que nós, sendo a Sua imagem e semelhança, estas são as condições em que Ele se nos apresenta.
Já notaram que quando pedimos por Deus, ele aparece, porém, não numa carruagem exuberante de fogo e trovões, porém o faz à nossa imagem. É o mendigo que bate à nossa porta; é a amiga que precisa de um ombro amigo para desabafar; é o idoso carente por uma conversa, por um olhar fraterno, que o veja como indivíduo, que percebamos o seu corpo envelhecido porém no entendimento de que a mente e o Espírito continuam jovens.
É interessante observar que quanto mais desejamos Deus, mais pessoas com crises existenciais, dificuldades, problemas diversos nos aparecem; não parece contraditório? Mas é assim mesmo. Deus se nos manifesta em sua natureza que somos nós mesmos, para que possamos desenvolver as condições espirituais que permitam desvendá-Lo aos olhos, muitos ainda não são capazes de enxergar o íntimo com isenção, com imparcialidade suficiente para um processo transformador que se obtém através da autocrítica, do autoconhecimento. Observem os conflitos familiares, é onde se travam as maiores batalhas, é quando o amor já não mais existe, onde o ódio, o egoísmo, a incompreensão se fixaram como cimento, e julgam que o afastamento nessas condições romperá a corda da relação de causa e efeito. Quanta ilusão. Tais atitudes somente a tencionam ainda mais, em que o nó górgio das relações interpessoais fica cada vez mais consistente, ligando-as quem sabe em futuras convivências neste Órbe até que o ajuste amoroso se faça, a lição seja apreendida e o nó desfeito pela compreensão e o perdão.
Assim, mantenhamos a fé em Deus, pois ela nos conecta, faz-nos unos, limpos, puros e verdadeiros, aptos para o exercício do Amor, e pelo poder da prece o Deus em nós se manifesta concretamente no nosso semelhante. Então, quando depararmos com alguém, vejamos como ele realmente é - um ser humano-, não o vejamos se é bonito, esbelto, branco, negro ou amarelo, feio, gordo, alto, baixo, seja rico ou pobre, pois isso é uma forma de discriminação, devemos considerar todos como iguais; esse é o grande desafio.
A pessoa humana em que Deus se coloca diante de cada um de nós é uma das maiores aventuras de nossa jornada. Tenhamos paciência, o tempo das realizações não é o dos homens, mas o de Deus. Na medida em que nos divinizamos o tempo de Deus será o nosso tempo. Tempo de colheita farta.
Abraços.
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