Dan Brown, autor que se consagrou ao escrever O Código Da Vinci, no mês de novembro deste ano, lançou no Brasil seu novo livro O Símbolo Perdido, que promete ser outro sucesso de vendas.
O protagonista, Dr. Robert Langdon, no papel de fascinante simbologista, desta feita é levado a desvendar o maior dos mistérios maçônicos, a descobrir a palavra perdida, numa trama de tirar o fôlego.
O protagonista, Dr. Robert Langdon, no papel de fascinante simbologista, desta feita é levado a desvendar o maior dos mistérios maçônicos, a descobrir a palavra perdida, numa trama de tirar o fôlego.

Aventura esta que se desenvolve na capital dos Estados Unidos, Washington - DC.
Conforme capa de orelha: O que está perdido... será encontrado. Concebida e projetada por grandes mestres maçons – George Washington, Benjamim Franklin e Pierre L’Enfant – a Capital dos Estados Unidos, assim como Roma, está crivada de passagens secretas e tuneis subterrâneos. Sua arquitetura, sua arte e seu simbolismo estão entre os mais interessantes do mundo. Porém há quem acredite que a cidade guarde algo mais...
Esse algo mais, o acesso a um portal místico que daria acesso irrestrito aos Antigos Mistérios através da misteriosa tradição maçônica é a tônica da epopéia.
Confesso que fiquei surpreso e maravilhado com a desenvoltura de Dan Brown em navegar pelas águas da tradição esotérica da forma como o fez – lúcida e verdadeira. Num primeiro momento cogitei se Dan teria sido iniciado na maçonaria, ou na Rosacruz, pois o que descreve está em conformidade com tais tradições. Igualmente a abordagem da noética, vinculando-a aos Antigos Mistérios, foi perfeita.
Entretanto, na página 481 do livro – edição brasileira -, é feita referência a um trecho da obra do filósofo Manly P. Hall. Aí percebi que, se Dan não foi iniciado numa, ou ambas, daquelas Escolas, tenho a plena certeza de que toda a interpretação dada aos Antigos Mistérios, do início ao fim da saga, foi retirada das interpretações elaboradas por Manly P. Hall. A isso não me resta dúvida.
Por que nisso acredito?
Pergunte a um maçon - na verdadeira acepção do termo - que seja profundo estudioso de sua tradição, e ele lhe confirmará que Manly foi o maior estudioso dos Antigos Mistérios.
Para quem não conhece Manly, ver meu post em http://www.blogdobartholomeu.com/2009/02/tributo-manly-palmer-hall.html.
Portanto, todo o crédito da simbologia desvelada no livro de Dan Brown – O Símbolo Perdido -, deve ser creditado a Manly Palmer Hall.
Naturalmente isso não desmerece o autor Dan Brown, pois o enredo – ação/ficção – traz o mérito da divulgação da tradição dos Antigos Mistérios, e de contextualizá-la junto ao grande público leigo que passará a ver tais Escolas Iniciáticas com outros olhos.
Esta obra, no meu entendimento, tem a virtude de trazer aos não iniciados a veracidade da tradição esotérica na medida em que a vinculou com a noética, ciência esta que utilizando técnicas modernas, procura desvendar todo o potencial da mente humana - http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u655246.shtml.
Assim, o grande feito da obra reside no fato de demonstrar o grande período de transição em que nos encontramos, e do maravilhoso salto evolutivo a nós reservado, na medida em que projetamos a realidade em vez de simplesmente reagir a ela. Assim, ao descobrirmos o potencial oculto em nossas mentes criamos uma tensão no inconsciente coletivo, a qual colocará ordem no caos... finalmente a...Esperança!
Abraços.

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