É gratificante verificar que o autoconhecimento nos conduz ao renascimento aqui e agora.

sábado, 20 de junho de 2009

Aprenda a Meditar com Segurança

Imagem cedida por: http://josephinewall.co.uk/josephine.html


Meditar é o método pelo qual abrimos o Portal da Alma, quando então alteramos o mecanismo de percepção das coisas. A consciência dita normal - a que conhecemos mais precisamente pelos sentidos, pois que limitada ao sentir através dos tato, olfato, visão, audição e paladar -, em dado momento cessa a atividade do pensar.


Os pensamentos simplesmente desaparecem, a mente tem consciência de si, do seu entorno, porém não há pensamentos.

É a partir desse momento que diferenciamos a mente concreta da mente abstrata, conceitos divulgados pela teosofia de Madame Blavatski.

Percebemos então um campo consciencial silencioso. A esse campo foram feitos relatos como a de um vácuo, um silêncio, o nada ou o tudo.

A partir desse momento nos conectamos com outro nível consciencial, de apreensão de uma nova realidade, em que podemos obter respostas seguras e abrangentes ao focarmos um tema a ser desenvolvido, a ser elucidado, ou quando nos entregamos a Deus e usufruímos de um indizível bem-estar.

É oportunidade excepcional para nos comunicarmos com o Eu Superior, com nossos parceiros interiores, com o nosso Anjo da Guarda, com aquelas entidades que já passaram pela transição, porém, sem que isso se confunda com o mediunato, pois neste não temos a consciência do que ocorre, ao contrário daquele em que todo o processo de contato é consciente, em que conseguimos a experienciação direta.

Aqui faço a severa observação da intenção de propósito ao se praticar a meditação, pois vivemos neste Orbe juntamente com outros níveis de consciência, de alta e baixa frequências. A menos que queiram ser alvos fáceis das entidades perversas, de formas-pensamento malignas, desenvolvam as virtudes, sejam limpos, puros e verdadeiros, pois o mundo tal qual o conhecemos encontra-se numa guerra oculta, da qual resulta no plano material os desastres, as guerras, os acidentes e por ai vai; recordam-se do que disse Jesus quando afirmou aos apóstolos para vigiar e orar?

Então, imbuídos de nobres propósitos, inicia-se a disciplina da alma, pois a partir desse momento nossos parceiros internos estarão atentos ao contato consciente. Também é a ocasião em que recebemos o que pedimos, por outro lado, devemos estar de prontidão, pois nos cabe co-participação nessa interação espiritual, e obedecermos às recomendações, às orientações interiores.

Inicialmente cabe o compromisso de, a cada manhã, dedicarmos um período à meditação.

É unânime a reclamação de que não se consegue suprimir os pensamentos, afirmam que quanto mais tentamos controlá-los com maior intensidade eles surgem. E assim é. Já passei por isso, e em várias ocasiões senti-me frustrado, portanto não devemos deter os pensamentos, deixem que fluam e verão que com o tempo eles diminuirão até desaparecerem. Entendo que a concentração nos pensamentos - a ação concentrada -, dispersa energia, potencializando-os para nosso desespero, pois criamos pontos de atrito em nosso processo mental gerando assim resistência. A concentração causa tensão da qual é necessário evitar.

Pratiquei a meditação por muitos anos, sem êxito; mas, ao praticar os exercícios da Sahaja Yoga, finalmente obtive êxito. Recordo-me que há alguns meses, quando praticava o “bandhan”, houve um momento em que fui surpreendido pela ausência de pensamentos. A mente se aquietara... percebi que estava a contemplar-me enquanto continuava a sequência dos exercícios num maravilho e consciente silêncio. Um silêncio “lúcido” – se é que se pode descrever assim a vivência.

Assim, indico as técnicas da Sahaja Yoga como excelente método para a prática da meditação. Esclareço que na ocasião em que a mente ficou sem pensamentos, não estava necessariamente em meditação, e sim realizando os exercícios com o intuito de elevar a kundalini, realizar o equilíbrio do meu sistema bioenergético, para posteriormente entrar em meditação, daí a minha grata surpresa.

A experiência veio-me como um presente.

Percebi que a prática constante dos exercícios é como que um pedir. E a resposta veio na forma de maravilhoso silêncio. Foi ai que compreendi o mecanismo. Ao praticamos os exercícios e visualizarmos cada chacra com suas cores luminosas, sentimos a luminescência de cada um, e no seu conjunto, o arco-íris resultante, neles nos colocamos e assim ficamos protegidos dos perigos que rondam aquele que busca a verdade e é “caçado” pelos Arcontes - entidades relatadas em Pistis Sophia.

Imersos na Luz do Arco-Íris, ao praticarmos o “bandhan” nos envolvemos no Amor, as influências externas são interrompidas, os sentidos se acalmam e a consciência superior aflora.

Ao consultarem os sites de Sahaja Yoga, poderão verificar que em todos, sem exceção, é solicitado no processo da meditação e prática dos exercícios que seja colocado à sua frente, num mobiliário, a fotografia de Shri Mataji, o que não faço, pois simplesmente a visualizo e procuro senti-la, e aqui descobri outra coisa, quando a visualizo sinto imediatamente a sua Presença, Presença essa que jorra da imagem mental como numa fonte, vindo de seu interior (no momento em que digito essas palavras, sinto sua presença e forte energia me evolve, a qual humildemente divido contigo leitor (a)), e assim interajo em comunhão indescritível. Entendo que nosso corpo é um instrumento para possibilitar experiências e aprendizados neste plano, e, no meu caso, não sinto mais a necessidade dos rituais e apetrechos para atingir o fim colimado, pois o meu corpo é o meu templo individual de experienciação; nele encontra-se o maior laboratório alquímico a possibilitar-nos as incríveis experiências rumo ao aprendizado que nos conectará finalmente com nós mesmos - o Eu Superior. Sei que alguns poderão me reprovar por isso, alegando que estou a fugir do processo formulado por Shri Mataji, ou a desvirtuá-lo, a estes esclareço que não me filio a nenhum sistema de modo dogmático, e sim prático, e que, se em determinado momento, esse processo possa me auxiliar a galgar outro nível de consciência o utilizo e o amoldo seguindo meus insights.

Aprendi que este Orbe tem vários níveis de consciência, e em cada um atuam mestres (as) que nos preparam para o seguinte, portanto, devemos ser ecléticos para evitarmos o sectarismo que nos aprisiona de modo estático num deles. Isso vale para todas as religiões, seitas e escolas de ocultismo.

Admito que até aqui, Shri Mataji continua me proporcionando descobertas incríveis e lhe sou grato, mas não quero depender eternamente de nenhum mestre (a); sigo, pois, a recomendação de um dos exercícios elaborados por Shri Mataji: “Mãe eu sou o meu próprio mestre!”.

Abraços.

Um comentário:

  1. Olá.

    Eu li um post antigo sobre a sahaja yoga, a qual eu conheço e pratico ha alguns meses em Brasília, e coincidentemente estou prestes a me mudar para curitiba. Se quiser entrar em contato para trocarmos uma ideia não hesite em me escrever: filipetome@gmail.com

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