É gratificante verificar que o autoconhecimento nos conduz ao renascimento aqui e agora.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Da filosofia à coca-cola.

Loraine supreende-me. Do alto dos seus dezessete anos, ao tempo em que debate Shopenhauer, retorna ao mundo dos mortais com a falta da coca-cola, seu elixir tudo, que combina com qualquer coisa em quaisquer circunstâncias. De sorriso doce e meigo, àquela falta, nota-se suprema frustração. Incrível, hoje, protestando contra a escassez do seu líquido cor de petróleo, refugiou-se em sua segunda cama, o famoso sofa, onde dormiu sob o ronronar ritmado da gata Kika. Não saberei dizer que simbiose é esta, da felina gorda e macia que faz esvair o ar dos pulmões daquela fazendo-a exalar a desesperança, ou se esta suspira na esperança de que o sono a prive da conciência da existência à espera do novo dia a prometer a recompensa gasosa. O tempo dirá.
Até amanhã.
Pai.

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