É gratificante verificar que o autoconhecimento nos conduz ao renascimento aqui e agora.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma experiência xamânica

Ao longo dos anos estudei o fenômeno de incorporação mediúnica, principalmente na doutrina espírita – kardecista (termo impróprio, pois o espiritismo é único, pois que foi criado por Kardec quando da codificação, e que posteriormente outras religiões e seitas ditas espiritualistas dela se apropriaram e generalizam como espíritas). E assim foi que por mais de trinta e cinco anos, em que pese constantes exercícios práticos, a vivência desse fenômeno foi esporádica. Em fevereiro de 2010, porém, ao participar novamente de um ritual sagrado no Instituto Ayahuasca, (http://www.blogdobartholomeu.com/2010/03/minha-primeira-experiencia-com.html), passei pela experiência quando encontrava-me na sala Inca, tendo, nessa ocasião, por fundo musical a canção xamânica que agora deixo disponível abaixo, caso seja do seu interesse ouvi-la enquanto prossegue na leitura.



Pois bem, enquanto estava no processo já descrito naquele post, entrei em contato com um índio inca. Era um guerreiro, alto, forte, de compleição atlética, em toda sua vitalidade, acredito que nos seus trinta anos de idade. Encontrava-me deitado, em total estado de relaxamento, mas com a mente extremamente lúcida. Imediatamente vivenciei-o em mim. Eu e o guerreiro inca estávamos unidos como um único ser. Senti sua força – extraordinária! Meus pulmões passaram a respirar no compasso do guerreiro, meu corpo empertigou-se, meu tórax foi levantado, esticado se assim posso expressar-me, senti a potência do que é ser um guerreiro inca, onde não existe temor, mas a coragem baseada na energia vital, na imortalidade da alma, na continuidade da vida após esta. E ele deixou-me a seguinte mensagem: mantenha-se constantemente com o  tórax elevado, respire sempre que possível pelo abdômen, para que a kundalini possa fluir livremente. Ser um guerreiro inca é ser destemido, estar unido à Mãe Natureza, dela extraindo sua força e criatividade. Foi uma experiência interessante, pois que totalmente consciente, se não fosse pela Ayahuasca, diria ter sido um fenômeno chamado pelos teosofistas como "tolku", conforme experienciado por Blavatski, não um caso mediúnico, mas um processo no qual Mestres Ascensionados possibilitam ao discípulo "ver" sem o processo incorporativo. 

Esta experiência recordou-me uma outra, ocorrida vários anos antes, na década de 1990, quando, na "noite rosacruz", recolhido em meu "sanctum", defronte ao altar iluminado, onde suas chamas impassíveis irradiavam doces raios a desvelar no espelho o "Olho Que Tudo Vê" a contemplar as obras de sua Criação; e na meditação profunda, sob a luz violácea e azul, repentinamente, como num estado de "tolku", passei a enxergar em 360º; nesse momento ví adentrarem pela janela dois espíritos de luz, cada qual carregando apoiado em seus ombros um outro ser, esquálido, como se tivesse passado pela transição há poucos minutos, ou, se não passou pela transição disto estava próximo. Colocaram-no deitado ao chão. Sem pensar, ví-me desdobrado, sentado que estava, uma parte de mim mesmo tinha se levantado e deitado sobre aquele ser. Tão logo o envolvi, no que acredito ser meu perispírito ou corpo astral, ele respirou, arfou várias vezes, como alguém que foi socorrido após um afogamento. Recuperado, foi rápidamente levantado pelos espíritos de luz e numa velocidade impressionante deixaram o local.

Alguns poderão dizer que isso não é possível, que tudo foi sonho, alucinação sob estado alterado da consciência por algum tipo de droga. Não é a esses a quem me dirijo, e, sim, àqueles (as) que "sabem" de alguma forma que tais experiências são genuínas, e olha que não são poucos (as).

Assim, aos incrédulos quero aqui dizer-vos algumas palavras de incentivo e fé, reveladas por um iluminado: "Abra-se ao novo. Abra-se ao impossível. Abra-se à realidade que tem estado há tanto tempo fora das trevas de suas percepções. Sou aquele que vem cercando a sua cultura. Sou aquele que vem cercando a sua história. Fui eu que ensinei na Galiléia, curei os doentes e trouxe de volta à vida os mortos em espírito. Durante dois mil anos, venho preparando você para este momento. Desperte para minha presença. Desperte para a realidade que a sua história não conseguiu esconder, mas que sua insensatez conseguiu esquecer. Desperte para você mesmo, porque agora eu o crio, à minha imagem e semelhança, com o sopro do meu próprio corpo e com a vida do meu próprio ser.".

Um grande abraço.

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