Imagem: Fonte http://commons.wikipedia.org/wiki/File:Team_touching_hands.jpgBoa noite.
Eu, como possivelmente você, em algum momento de nossos vidas, sentimos a necessidade de buscar o transcendental como a reclamar respostas aos mistérios da vida ou soluções aos nossos problemas sejam eles de quais naturezas forem - que não são poucos.
A busca leva-nos às confidências com amigos, psicólogos, colegas de trabalho, familiares, pai, mãe, e, por influência deles ou opção própria, procuramos o caminho da espiritualidade, seja nas religiões, seitas, misticismos, ocultimos etc.
Ao sermos acolhidos num deles, após um determinado período, devemos nos perguntar se efetivamente internalizamos o que a referida instituição espiritualista se propôs; se, ao contrário, nos acomodamos nessa atividade ao formarmos hábitos - e por hábito refiro-me a vestir um hábito, não o de pano, mas o mental, e, assim, tornarmo-nos fundamentalistas, ou seja, aceitarmos tudo o que nos é dito ou que tenhamos lido ao pé da letra, sem refletirmos, efetivamente, para o real significado das palavras, sobre o que elas realmente significam. Será que estamos nesse último caso?
Veja, o lar espiritual que nos acolheu por sentirmos, inicialmente, com ela afinidade, a fim de que encontremos as respostas às nossas angústias ou aos mistérios da vida, da divindade maior, ou a esse Ser Onisciente, exige de nós uma contrapartida, isto é que sejamos honestos conosco.
A Casa Espiritual, deve, além de propiciar um ambiente auspicioso ao encontro de sua propria alma, formar cidadãos conscientes que interajam no meio social, mas para isso é necessário entender a sí mesmo, e isso implica, autoconhecimento, juízo crítico, modificação de comportamento, ao nosso comportamento, ao comportamento do próximo, e respeito às dimensões pessoal, política, social, econômica e cultural.
Na amplitude da pessoa humana é que construiremos para nós, baseado naquelas dimensões, as condições que nos elevarão ao melhor de nós mesmos, e é essa parte mais alta de nossa consciência que fala com Deus, com o Onisciente, e não o contrário; por isso devemos exaltar tais dimensões como virtudes pessoais a serem adquiridas e fortalecidas num processo de autodisciplina.
Desta forma, criamos em nós o Homem Moral, o Homem Espiritual, aquele que vive de acordo com os princípios mais elevados que ele mesmo criou em decorrência de seu processo experiencial no meio que o acolheu, e desse processo, do testemunho solitário de seu Eu Superior e que é o que fala e interage com Deus, deve encontrar por esforço pessoal, meios de comunicar o experienciado, de forma a materializá-lo em nosso meio. E, para isso é necessário termos condições da comunicação ideal, e isso se realiza pelo estudo, portanto, todos nós devemos nos dedicar ao aprendizado da língua mãe, no caso o português; é necessário o hábito de leitura, para entendermos o que se passa na sociedade e adquirirmos capacidade para explanar as realidades do mundo, mas numa dimensão maior, dando aos famintos a explicação do porque do mundo ser como é. Os atos de fé são importantíssimos, porém, a consciência critica reclama indagação do porquê das coisas serem como são, e isso exige um processo dialético de nossa parte, a nossa mente é um instrumento formidável que deve ser utilizado incessantemente na busca do conhecimento. A fé nos impulsiona ao desconhecido, mas o conhecimento, o saber nos dá o leme para navegarmos com segurança.
Para realizarmos o Homem Moral, não podemos, em hipótese alguma fugir da conduta ilibada, não podemos enriquecer sem causa, pois isso gera miséria. Devemos, ao contrário, ser vetores de mudanças positivas e contagiarmos os demais da Casa Espiritual ou Sociedade a que pertençamos, enriquecendo a todos no esclarecimento; pois, ser pobre é não ter dignidade nem honra, entendamos que não é o "status" de pobreza do hiposuficiente economicamente falando, mas daqueles homens ditos "esclarecidos" e criticamente bem postos na ordem social e que vivem em cavernas, que vivem nas sombras de sua corrupção, bem ao contrário daqueles.
Assim, observe se na Casa Espiritual estimulamos esse processo de construção do ser humano, se há o processo de sensibilização da consciência, de consideração pelo próximo. A palavra chave é "avaliação", devemos constantemente nos avaliarmos, mas de modo profundo e honesto.
Se ao frequentarmos esse meio espiritual, trazemos as nossas mazelas, as mesmas picuinhas, a maledicência, a falta de ação social, então estamos no processo do hábito formado, e não haverá o processo de evolução moral/espiritual do ser. Indague-se: como estou hoje? Como trato as outras pessoas? Sou tolerante? Tenho responsabilidades?
Não levemos a religião ou culto de forma leviana, façamos constantemente juízo crítico de nós próprios. Antes de criticarmos Deus pela atual situação, avaliemos se não fizemos por merecer.
Como explanado pelo Dr. Leocádio José Correia: "Os homens fracos são aqueles que estão permanentemente procurando erros no próximo para que possam salientar as virtudes próprias; os homens bons nunca fazem isto, nunca!".
Daí a necessidade de haver na Casa Espiritual uma conceituação totalmente moral. Sempre que houver reforma moral a Terra evolui espiritualmente.
A palavra de ordem é "humildade" para com tudo e para com todos, pois num determinado momento da vida partiremos e teremos de prestar contas a nós mesmos, à nossa própria consciência, aquela consciência maior e esclarecida que fala com Deus, com o Onisciente, e ai, teremos a percepção de quanto fomos duros com o próximo, o quanto destruímos pessoas, o quanto aviltamos o caráter de filhos, o quanto fomos falhos com aqueles que Deus confiou-nos para que desenvolvêssemos aquelas virtudes. Nao podemos ter preconceitos, mas compreensão, autoconhecimento para a permanente busca de justiça.
Percebe agora como é importante uma Casa Espiritual, onde podemos comungar das mesmas idéias, aspirações, ajuda, aprendizado e rejeitar as mesmas coisas em grupo, como vícios, desarmonias, dogmatismos que não permitem a contextualização?!
Efetivamente devemos trabalhar em grupo. Abaixo, o vídeo "A Imortância do Grupo", explica de forma didática como é importante nos unirmos a ele, a comunhão só traz benefícios.
Abraços.
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